
A casa onde hoje é a sede do hospital OSWALDO CRUZ era onde morava com a família, meu avô Eleutério da Silva Prado. Vovô "Terico" era das pessoas mais elegantes que conheci... bem-humorado contava histórias e dedilhava chorinhos e sambinhas ao violão... de minhas imagens de infância, me lembro de nossas rodas de baralho frente à lareira, de seu sorriso montando os cavalos do sítio, eternizados em retratos tendo como fundo a cachoeira e o remanso do Rancho Esperança.
As regiões em volta do que hoje é a VERGUEIRO e todo o bairro de VILA CLEMENTINO, constituíam as terras da sua chácara, onde minha mãe e tios passaram a infância, com muitas histórias a serem contadas. Entre elas a de como meu bisavô Mário da Silva Prado e seu melhor amigo, o Dr. Joaquim Eugênio de Lima, se divertiam realizando festas intermináveis e outras extravagâncias, típicas dos exageros e fanfarrices da época.
Em se tratando dos detalhes tudo era então, do mais minucioso capricho: cozinheiros, alimentos, azeites, vinhos, adereços de mesa.....a fim de receber com magnitude as ilustres figuras da cidade.
A São Paulo da época gostava de bailes e o luxo tinha como inspiração cultural o velho mundo Europeu. As maisons francesas e a alta-costura despontavam no cenário e São Paulo recebia cortes de tecido daquele continente, para que as donzelas confeccionassem seus trajes e os mancebos, seus impecáveis ternos sempre coroados entre outros acessórios, de um bom chapéu.
BREVE ÁRVORE GENEALÓGICA
Laura da Silva Prado Ferrari é filha de Carmen Lúcia da Silva Prado e Hélio Flávio Bernini Ferrari.
Neta de Lucília da Silva Prado e Eleutério da Silva Prado, bisneta de Mário da Silva Prado. Tetraneta do também Eleutério da Silva Prado (o terceiro com este nome na linhagem), sendo, este Eleutério, filho de Joaquim da Silva Prado, filho de Antônio da Silva Prado - o primeiro prefeito nomeado da cidade de São Paulo, que trabalhou de 7/janeiro/1889 à 15/janeiro/1911) tendo realizado obras importantes como, a inauguração da LUZ ELÉTRICA, entre outras.
BREVE ÁRVORE GENEALÓGICA
Laura da Silva Prado Ferrari é filha de Carmen Lúcia da Silva Prado e Hélio Flávio Bernini Ferrari.
Neta de Lucília da Silva Prado e Eleutério da Silva Prado, bisneta de Mário da Silva Prado. Tetraneta do também Eleutério da Silva Prado (o terceiro com este nome na linhagem), sendo, este Eleutério, filho de Joaquim da Silva Prado, filho de Antônio da Silva Prado - o primeiro prefeito nomeado da cidade de São Paulo, que trabalhou de 7/janeiro/1889 à 15/janeiro/1911) tendo realizado obras importantes como, a inauguração da LUZ ELÉTRICA, entre outras.
Saiba mais sobre o patrimônio cultural deixado pelos Silva Prado em: http://www.prodam.sp.gov.br/sitio/cafe.htm
http://www.jbcultura.com.br/Anibal/palacete.htm
http://www.jbcultura.com.br/Anibal/palacete.htm
http://www.academia.org.br/imortais/cads/40/prado.htm
http://www.mcb.sp.gov.br/mcbAcervo.asp?sMenu=P002&sOrdem=0&sAcervo=PCP
www.geocities.yahoo.com.br/saojoaquimdobomretiro/jtsp.html
http://www.sampa.art.br/SAOPAULO/Biog%20Antonio%20da%20Silva%20Prado.htm
http://www.estadao.com.br/ext/eleicoes/historia/fprado.htm
http://www.journalnet.com.br/agenda/capa.php?view=news&id=4438
http://www.emdec.com.br/educacao_de_transito_cia_mogiana.htm
Reportagem
Capa - Eles fazem São Paulo - REVISTA ISTOÉ GENTE
No nascedouro da cidade, a história de Paulo da Silva Prado, um quatrocentão que na juventude fazia compras de dentro do carro, um Auburn importado
(Por Juliana Lopes)
No solar da Marquesa de Santos, no centro, onde a cidade nasceu: “Não dá para comparar a São Paulo de 60 anos atrás com a de hoje. Minha casa era um sítio”, diz ele.
Não faltava glamour no cotidiano de Paulo da Silva Prado, nascido no berço da elite paulistana no início do século passado. Sentado no banco de trás do Auburn – sofisticado carro americano – esperava o chofer encostar na porta do Mappin, a loja mais bacana da cidade, em frente ao Teatro Municipal, no centro, para fazer compras. Detalhe: sem sair do automóvel. “O vendedor vinha até o carro, perguntava que número eu calçava, trazia os sapatos, eu experimentava ali mesmo e depois alguém passava para pagar”, conta. Antes do Auburn, a família dos Silva Prado tinha um Rolls Royce. “Mas o Rolls Royce saiu de moda”, diz.
Na adolescência, o passeio era diferente. O centro da cidade ainda era onde tudo acontecia: a Rua São Bento era o must, São Paulo tinha só duas casas noturnas e a Rua Augusta começava a aglomerar os rapazotes. A Zona Sul ainda não existia. “Era só mato”, conta Paulo, que trabalhou durante 35 anos na Prado Chaves, empresa exportadora de café e de algodão da família, fundada em 1887 e que existe até hoje. O primeiro Silva Prado a chegar ao Brasil foi o português de Trás-os-Montes e sargento-mor Antônio da Silva Prado. Ele casou-se no século XVI na região de Santana de Parnaíba – hoje Grande São Paulo – e, desde aquela época, a família fez história na cidade e fortuna com fazendas de café. O bisneto, homônimo, foi nomeado cavaleiro da Ordem de Cristo e barão de Iguape, em 1848. Outro descendente, conselheiro Antônio Prado, foi o primeiro prefeito de São Paulo. “Não dá para comparar a São Paulo de 60 anos atrás com a de hoje. Minha casa era um sítio, poucas ruas em volta, passarinhos cantando. Ainda escuto os passarinhos, mas agora estou do lado da Marginal Pinheiros!”, conta, aos 80 anos, com cinco filhos, quatro netos e um bisneto.
http://www.jbcultura.com.br/Anibal/palacete.htm
http://www.jbcultura.com.br/Anibal/palacete.htm
http://www.academia.org.br/imortais/cads/40/prado.htm
http://www.mcb.sp.gov.br/mcbAcervo.asp?sMenu=P002&sOrdem=0&sAcervo=PCP
www.geocities.yahoo.com.br/saojoaquimdobomretiro/jtsp.html
http://www.sampa.art.br/SAOPAULO/Biog%20Antonio%20da%20Silva%20Prado.htm
http://www.estadao.com.br/ext/eleicoes/historia/fprado.htm
http://www.journalnet.com.br/agenda/capa.php?view=news&id=4438
http://www.emdec.com.br/educacao_de_transito_cia_mogiana.htm
Reportagem
Capa - Eles fazem São Paulo - REVISTA ISTOÉ GENTE
No nascedouro da cidade, a história de Paulo da Silva Prado, um quatrocentão que na juventude fazia compras de dentro do carro, um Auburn importado
(Por Juliana Lopes)
No solar da Marquesa de Santos, no centro, onde a cidade nasceu: “Não dá para comparar a São Paulo de 60 anos atrás com a de hoje. Minha casa era um sítio”, diz ele.
Não faltava glamour no cotidiano de Paulo da Silva Prado, nascido no berço da elite paulistana no início do século passado. Sentado no banco de trás do Auburn – sofisticado carro americano – esperava o chofer encostar na porta do Mappin, a loja mais bacana da cidade, em frente ao Teatro Municipal, no centro, para fazer compras. Detalhe: sem sair do automóvel. “O vendedor vinha até o carro, perguntava que número eu calçava, trazia os sapatos, eu experimentava ali mesmo e depois alguém passava para pagar”, conta. Antes do Auburn, a família dos Silva Prado tinha um Rolls Royce. “Mas o Rolls Royce saiu de moda”, diz.
Na adolescência, o passeio era diferente. O centro da cidade ainda era onde tudo acontecia: a Rua São Bento era o must, São Paulo tinha só duas casas noturnas e a Rua Augusta começava a aglomerar os rapazotes. A Zona Sul ainda não existia. “Era só mato”, conta Paulo, que trabalhou durante 35 anos na Prado Chaves, empresa exportadora de café e de algodão da família, fundada em 1887 e que existe até hoje. O primeiro Silva Prado a chegar ao Brasil foi o português de Trás-os-Montes e sargento-mor Antônio da Silva Prado. Ele casou-se no século XVI na região de Santana de Parnaíba – hoje Grande São Paulo – e, desde aquela época, a família fez história na cidade e fortuna com fazendas de café. O bisneto, homônimo, foi nomeado cavaleiro da Ordem de Cristo e barão de Iguape, em 1848. Outro descendente, conselheiro Antônio Prado, foi o primeiro prefeito de São Paulo. “Não dá para comparar a São Paulo de 60 anos atrás com a de hoje. Minha casa era um sítio, poucas ruas em volta, passarinhos cantando. Ainda escuto os passarinhos, mas agora estou do lado da Marginal Pinheiros!”, conta, aos 80 anos, com cinco filhos, quatro netos e um bisneto.
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